Boas notícias: o Campeonato Mundial de Atletismo, disputado nesse mês em Osaka, Japão, foi declarado oficialmente "drug-free" - livre de drogas. Não houve nenhum caso de doping, apesar de terem sido executadas extensivas testagens - não somente os medalhistas foram testados: houve um total de 1132 testes.
Boa parte do sucesso do combate ao doping vem do controle feito fora da temporada de competição: atualmente, o controle antidoping procura os atletas em suas casas ou nos campos de treinamento e faz testes surpresa. Os usuários de doping são descobertos antes de conseguirem competir.
Atletas de rua amadores em geral acham que doping é uma coisa fora de suas realidades. Grande engano: são doping todas as substâncias que melhoram a performance mas que têm efeito negativo sob o atleta, como os canabinóides, encontrados na maconha, estimulantes como a cocaína e o fenproporex (a do conhecido "caso Dodô", erroneamente anunciada como "emagrecedora"), vários diuréticos encontrados em remédios de emagrecimento, e por aí vai. Qualquer aplicação intravenosa é também proibida. A própria insulina é doping, só autorizada para atletas diabéticos comprovadamente dependentes dela.
Muita medicação tomada por atletas contundidos traz substâncias proibidas, que são tomadas por muitos de nós por mero desconhecimento. A boa notícia é que a cafeína não é mais doping, O cafezinho, o mate e o guaraná natural estão liberados!
Para saber a listagem completa de proibições, clique aqui.
Enfim, serve uma dica: só tome qualquer medicação ou suplementos sob orientação médica, quando realmente necessário. Atletas adequadamente alimentados não precisam de nada disso, e vivem de forma bem mais saudável.
domingo, 23 de setembro de 2007
sexta-feira, 21 de setembro de 2007
Correr com paciência
O vídeo da final dos 800m nos Jogos Olímpicos de Munique (1972) mostra uma obra-prima das táticas de corrida. Veja o vídeo prestando atenção no que faz o norte-americano Dave Wattle, de boné cinza. Na largada, fica-se com a impressão de que ele não tinha a menor condição de sequer estar naquela prova, tamanha a superioridade do restante dos competidores, que abrem dezenas de metros de vantagem em poucos segundos. Porém, a paciência é uma grande virtude. Ele ganha uma medalha de ouro olímpica por um palmo de vantagem, liderando os 800m durante apenas meio segundo. Confira:
http://www.youtube.com/watch?v=5LHid-nC45k
http://www.youtube.com/watch?v=5LHid-nC45k
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terça-feira, 18 de setembro de 2007
Provas melhores em 2008
Na última quarta, dia 12, a Federação Internacional de Atletismo, a IAAF, anunciou o novo sistema de classificação de Corridas de Rua, a ser implantado a partir de 2008.
Apesar das provas de pista reunirem os maiores atletas do esporte, o dinheiro dos patrocinadores toma o caminho das provas de rua com muita intensidade. E é nas provas de rua que a grande massa dos atletas não-profissionais pratica o atletismo. Assim, a IAAF pretende acompanhar o caminho que o esporte toma. E quer regular essa área, que é tão freqüentemente alvo de (des)organizadores de provas sofríveis.
As provas de alto nível, a partir de 2008, serão divididas em 3 categorias: "maratonas de participação de massa", "meias maratonas de participação de massa", e "outras competições de rua". Dentro dessas categorias, haverá a divisão nos níveis ouro e prata, de acordo com o atendimento de novas condições que mudarão bastante as provas de rua:
O nível de organização de provas tem subido em nossa cidade. Mas será que teremos provas de níveis prata e ouro no Rio? Pelo menos o Campeonato Mundial de Corrida de Rua, aqui no Aterro, em 12 de outubro, terá que seguir esse novo padrão. Quanto às provas tradicionais, o tempo dirá...
Apesar das provas de pista reunirem os maiores atletas do esporte, o dinheiro dos patrocinadores toma o caminho das provas de rua com muita intensidade. E é nas provas de rua que a grande massa dos atletas não-profissionais pratica o atletismo. Assim, a IAAF pretende acompanhar o caminho que o esporte toma. E quer regular essa área, que é tão freqüentemente alvo de (des)organizadores de provas sofríveis.
As provas de alto nível, a partir de 2008, serão divididas em 3 categorias: "maratonas de participação de massa", "meias maratonas de participação de massa", e "outras competições de rua". Dentro dessas categorias, haverá a divisão nos níveis ouro e prata, de acordo com o atendimento de novas condições que mudarão bastante as provas de rua:
- cronometragem totalmente eletrônica, com passagens de quilometragem acessíveis em tempo real à imprensa e ao público;
- telão na área de chegada para acompanhamento da prova pelo público;
- presença de atletas da elite internacional competindo - no mínimo 5 homens e 5 mulheres;
- no mínimo os primeiros 6 homens e 6 mulheres devem ser submetidos ao antidoping;
- contratos entre organizadores e os atletas devem ser por negociações oficializadas;
- cobertura ao vivo por TV por pelo menos 2 horas para as maratonas e o equivalente a isso para as provas mais curtas, com transmissão para o próprio país e pelo menos para mais 5 países;
- site na Internet com resultados em tempo real e listas de participantes disponível;
- seguros de acidentes para os atletas;
- baixo impacto ambiental, com ênfase na reciclagem do material usado e no uso de meios de transporte não-poluentes pela organização da prova.
O nível de organização de provas tem subido em nossa cidade. Mas será que teremos provas de níveis prata e ouro no Rio? Pelo menos o Campeonato Mundial de Corrida de Rua, aqui no Aterro, em 12 de outubro, terá que seguir esse novo padrão. Quanto às provas tradicionais, o tempo dirá...
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segunda-feira, 10 de setembro de 2007
Recorde mundial brasileiro!
No dia de Independência do Brasil, no mesmo fim-de-semana em que o jamaicano Asafa Powell se tornava decididamente o homem mais rápido do mundo, um brasileiro também fazia história. Vencendo os 100 metros rasos no Campeonato Mundial de Atletismo Master, em Riccione, na Itália, Frederico Fischer batia o recorde mundial dos mesmos 100 metros.
Qual a diferença entre os dois? Nosso Frederico tem 90 anos! Em uma idade em que estar vivo já é um feito e tanto, e em que quase todos têm extrema dificuldade até mesmo para caminhar, ele cobriu os 100m em pouco mais de 17 segundos - o que equivale a 2min55seg por quilômetro. Nada mal, não?
Abaixo, o resultado oficial da prova. Repare que poucos atletas no mundo conseguem competir nessa idade. Somente três se inscreveram, e somente dois largaram. Na verdade, o australiano medalha de prata também merece os nossos parabéns.
Frederico superou a marca do estadunidense Donald Pellmann, que já durava dois anos, por 3 décimos de segundo.
Tenho uma sugestão para nossos leitores: na próxima vez que estiver em uma pista, tente correr 100m em 17 segundos. Vai compreender o tamanho do feito de nosso Frederico!
Parabéns a Frederico Fischer, brasileiro campeão do mundo e homem mais rápido da história nos 100 metros!
Qual a diferença entre os dois? Nosso Frederico tem 90 anos! Em uma idade em que estar vivo já é um feito e tanto, e em que quase todos têm extrema dificuldade até mesmo para caminhar, ele cobriu os 100m em pouco mais de 17 segundos - o que equivale a 2min55seg por quilômetro. Nada mal, não?
Abaixo, o resultado oficial da prova. Repare que poucos atletas no mundo conseguem competir nessa idade. Somente três se inscreveram, e somente dois largaram. Na verdade, o australiano medalha de prata também merece os nossos parabéns.
| Col. | Nome | País | Tempo |
| 1 | Frederico FISCHER | BRA | 17.53 |
| 2 | Jack STEVENS | AUS | 1:01.27 |
| DNS. | Herbert LIEDTKE | SWE | DNS |
Frederico superou a marca do estadunidense Donald Pellmann, que já durava dois anos, por 3 décimos de segundo.
Tenho uma sugestão para nossos leitores: na próxima vez que estiver em uma pista, tente correr 100m em 17 segundos. Vai compreender o tamanho do feito de nosso Frederico!
Parabéns a Frederico Fischer, brasileiro campeão do mundo e homem mais rápido da história nos 100 metros!
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